O fundo português de apoio ao investimento em Moçambique, mais conhecido por investimoz, existe desde 2010, mas conheceu agora uma nova dinâmica e está a funcionar em pleno.

O investimoz, cuja entidade gestora é o banco de desenvolvimento português SOFID, está capitalizado com cerca de 94 milhões de euros, destinados a apoiar projetos luso-moçambicanos nos mais diversos sectores de atividade.

Inicialmente concebido para ter um enfoque no suporte a projetos nas áreas das energias renováveis – até porque a constituição do fundo resulta de um acordo da reversão da barragem de Cahora Bassa -, neste momento o Investimoz está flexibilizado e poderá ser um importante suporte a empresários e empreendedores de todo o tipo de áreas, com uma única exceção: o imobiliário especulativo. Os empreendedores que queiram recorrer a um apoio do fundo em capital social devem procurar a SOFID, desde que tenham reunido à partida as condições básicas que passam por um mínimo de 33% de participação portuguesa no projeto e/ou 51% luso-moçambicana.

Sendo o Investimoz um fundo com a presença dos dois Estados, português e moçambicano, os projetos devem provar à entidade gestora que terão um impacto positivo no desenvolvimento do país. Neste momento, o Investimoz tem em análise projetos que podem representar um apoio superior a 10 milhões de euros, proporcionando um investimento naquele país superior a 54 milhões de euros, em sectores como o comércio, serviços, indústria e TIC.

Esta dinâmica recente do Investimoz, fruto de uma aposta estratégica da atual administração da SOFID, foi alvo de destaque durante a primeira visita de Filipe Nyusi, novo Presidente da República de Moçambique, a Portugal. Até ao momento há quatro projetos já aprovados pela Comissão Conjunta, constituída por membros dos dois países, e mais dois já agendados para discussão. Finalmente, o Investimoz está a financiar e a ser um fator determinante da relação Portugal-Moçambique, apoiando os empresários dos dois países na sua aventura da internacionalização, por um lado, e da sedimentação de novos negócios num dos países que apresenta maiores taxas de crescimento em África.

FONTE: Expresso | AICEP